quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Brancas poesias


Do fundo esbatido,
Emana difusa aura dourada.
Recorta-se a cor na sombra iluminada,
Um branco inspirador, porém, sentido.
Suave e delicadamente branco,
Ergues-te de caule em riste,
Lembras que as terras húmidas de onde saíste,
Já não passam mais de um simples barranco.
És agora vaidade,
És eternamente saudade,
E em tuas harmoniosas espirais,
Já sentiste a liberdade!
Momentos intemporais,
Repetidos vezes sem fim,
Mãos cobiçosas de um jardim,
Afagaram-te delicadas curvas,
Pés descalços entraram em águas turvas,
E arrancaram-te do leito em que crescias,
Para em telas e letras,
Nascerem brancas poesias!




Sem comentários:

Enviar um comentário