quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Tombadas pelo sono


























Embaladas ao vento,

Choram de lamento.
Cai o verão, 
Já vai longe a primavera,
Agora o outono está à espera!
Uma a uma,
Caem tontas de sono,
No ar, o crepúsculo de outono!
Trazem aos olhos melancolia,
Desenham em silêncio bela tapeçaria.
Cores desbotadas,
Uma a uma,
Iguais e abandonadas!
No ar, no chão,
Ocre, vermelho, verde pálido, amarelo limão,
Sombra de por do sol,
Dançam e estendem-se como leve lençol.
E nesse manto feito alameda,
Flor de asfalto, flor de seda,
Vidas passam e pisam tamanho abandono
Sem sequer parar para sentir o perfume de outono!

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